Triathlon e a crise conjugal – no ciclo de amizades e na família também

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aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaEsta é a discussão / reclamação mais frequente em qualquer rodinha de triatletas nos longões de bike dos finais de semana. O corre-corre frenético para voltarem logo pra casa e a pressão quando paramos para reabastecer as caramanholas… Isso quando o cara consegue fugir para treinar! Porque também há dias em que alguém não aparece porque a fulana arrumou alguma coisa e o cara teve que ficar em casa. E a pressão já começa na largada: temos que começar logo pra acabar logo pra ir embora logo pra chegar em casa logo! Que inferno! E que covardia! E que egoísmo!

Aaahhhhhh! Egoísmo! Sim! Vamos a ele. Uma das principais acusações das companheiras e dos companheiros é a de que somos muito egoístas e não queremos abrir mão de um treino para fazer qualquer outra coisa. Será que egoísmo MESMO não é forçar a barra pra que deixemos de treinar? Para abrirmos mão de algo que tanto amamos? De algo que adoramos fazer?

O que mais me impressiona é que a reclamação sempre aparece onde eu menos espero! Está sempre associada àquele cara que faz tudo pela família, que está sempre junto dos filhos, que se dedica em todos os momentos em que não está treinando. E pra mim é muito claro: a disputa não tem nada a ver com estar juntodurante aquelas horas… É uma disputa pela importância e pela atenção que são dadas ao esporte! E isso só pode ser algo inconsciente!

A maioria das pessoas que faz esporte de endurance passa boa parte dos treinospensando na vida e nas pessoas que são importantes pra ela. Os relatos de provas comprovam isso. Quem não é do esporte nunca vai entender os porquês. Não dá pra explicar.

Já ouvi relatos como: “fiquei em casa de tanto que a fulana me perturbou e ela ficou dormindo até as 11h. Eu poderia ter ido, treinado e voltado!”… O que passa pela cabeça da fulana? É disputa de poder?

Na prática, um treino de pedal se resume a asfalto, caminhão, caramanholas com bebidas quentes (só que sem álcool), dor, calor, poucas trocas de palavras, cansaço e alegria por ter acabado mais um treino. Se estivéssemos falando de academias, talvez eu conseguisse ver algum motivo… Não que eu concordasse com ele, mas veria algo.

Querer que alguém não faça o que mais gosta de fazer, sabotar ou colocar areia em sonhos de alguém é de uma maldade tão imensa que chega a me dar agonia! Será que não percebe que isso afasta a pessoa? E afasta de si e não do esporte! O vínculo com o esporte é vitalício! Muito mais forte que qualquer outro! Porque não é externo! Tá na alma! Um monte de coisas vão e vem, relacionamentos também! Mas o esporte fica.

Àqueles que estão por perto, às esposas, aos maridos… Não há nada melhor e mais eficiente a fazer a não ser serem pessoas interessantes, junto das quais quereremos passar boa parte do tempo “off treinos”. Porque o tempo do treino é um tempo indisputável!

A maior das loucuras e sinal claro da covardia é perceber que boa parte do tempo dos treinos é “dedicada” a pensar nestas pessoas que azucrinam a vida. Cada casal acha seu modus operandi. Uns param de treinar mentindo pra si mesmo, dizendo que cansaram do esporte. Quando no fundo cansaram da perturbação.

Outros conseguem o apoio dos que estão por perto: que alegria!

Há aqueles que enchem o saco das cobranças e do inferno e se separam de suas famílias… O que acontece bastante!

A maioria prefere se acovardar e viver no inferno. Entre treinos e esporros. A maioria das chatices é de esposas e namoradas porque a maioria dos triatletas é homem, mas namorados e maridos também fazem o mesmo.

Que cada um encontre seu caminho e que meus ouvidos tenham acesso a declarações mais leves! Disputar com o esporte à força? Vai perder todas. Melhor ir no talento! =)

ORIGINAL: http://www.papodeesteira.com.br/blogs/filosofando-no-triathlon/triathlon-e-a-crise-conjugal-no-ciclo-de-amizades-na-familia-tambem/

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