Um “manual do carona” para acompanhantes de atleta de endurance

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Conhecem a história do “manual do carona”? Aqueles mandamentos que ditam o bom comportamento para andar no carro alheio como não mexer na estação do rádio, não mudar o cd, não mexer no retrovisor para passar batom, não bater a porta com força? Então, segue aqui um “manual do acompanhante de atleta de endurance” cujo objetivo é ensinar aos que nos cercam os bons modos para o convívio harmônico.


carona(1) Carona no pós-prova

“Chegou em que lugar?”

“Ganhou?”

“Que medalha é essa?”

Regra: nunca pergunte em que lugar o seu amigo atleta chegou na prova.

Esta é a situação mais corriqueira e mais desagradável que tem. Como dar uma resposta sucinta para alguém que é de fora do meio sem soar agressivo e sem fazer com que pareçamos idiotas por treinarmos com tanto afinco e chegarmos, na melhor das performances, em 19º da faixa etária? Como confessar que aquela é medalha de participação e que todos que completaram a prova ganharam uma igual? Se tentar explicar demais, piora! “É que eu faço isso tudo porque eu gosto!”. Dá vontade de rir só de lembrar as caras que já vi quando tentei, sem sucesso, fazer com que as pessoas entendessem que acordar às 4h da manhã todos os dias, com sol ou com chuva, andar carregando um monte de tralhas é divertido e que está tudo bem se chegar em 1297º lugar na prova…


42195-marathon(2) Carona no papo sobre “maratonas”

“Quantas maratonas você já fez neste mês?”

“Você já fez a maratona de São Silvestre? Tem aquela subiiiiida!”

“Quando eu era mais novo eu fazia estas maratonas.”

Regra: aprenda que uma maratona é uma corrida de 42k.

Nada irrita mais um maratonista que ser colocado no mesmo patamar de corredores de distâncias menores. Para um maratonista, maratona é um marco! Até mesmo entre os corredores não maratonistas há um certo respeito a quem percorre esta distância. Não se faz maratonassssss num mesmo mês, normalmente. Faz-se corridas de várias distâncias. A São Silvestre não é uma maratona e aquela subida não deveria sequer ser chamada de subida. Quer saber o que é uma subida de verdade? Experimente a Serra de Maresias, na travessia Bertioga-Maresias. Pra encerrar, vem aquele tio-avô dizendo que quando era mais novo corria várias maratonas. Faça-me o favor! 42,195km! Isto sim é uma maratona!


aline-treinos(3) Carona na rotina de treinos

“Mas pra que você treina tanto?”

“Não pode deixar de fazer só este treino?”

“Todo dia? Mas você acorda cedo todo dia?”

“Mas trabalhando não dá, né?”

Regra: por mais difícil que seja de acreditar, treinamos porque gostamos, todos os treinos são importantes, não podemos (queremos!) perder um treino sequer.

Jogamos a desculpa dos treinos no treinador, mas no fundo nós sabemos que é por nossa causa mesmo. A vontade é responder um sonoro e definitivo “me deixe treinar em paz”, mas de forma educada e gentil seguimos tentando explicar que é necessário, que o treinador manda, que aquele treino é fundamental para a prova, que se sairmos da rotina diária é difícil para retomar e por aí vai. A verdade é que treinamos porque queremos, nada mais que isso.

Regra: aceite que somos nós quem bancamos nossa vida atlética.

Há os meninos que são bancados pelos pais e os não tão meninos assim que também são bancados pelos pais, mas a maioria dos atletas amadores de endurance trabalham normalmente, cumprem seus papéis no trabalho como todos os demais. Arrisco dizer que por levarem uma vida bem regrada, possuem um nível de comprometimento e desempenho acima da média, dado que precisam se desdobrar para multiplicar o tempo entre casa, trabalho, treinos, amigos e afins. Não é raro eu me deparar com uma baita expressão de surpresa quando eu digo que trabalho normalmente. O que não é normal são os meus horários para acordar e para dormir durante a semana e finais de semana, sem falar que não assisto novelas há anos. Tá sem tempo? Desligue a TV. #ficadica


120103012533-spaghetti-story-top(4) Carona nas refeições

“Ah! Mas você tá magrinho e pode comer esta jaca!”

“Depois deste treinão que você fez, você pode comer esta tigela de lasanha!”

“Massa sem molho? Mas a graça está no molho!”

“Você vai mesmo levar esta lata de atum e este pacote de maçãs desidratadas para a feijoada?”

Regra: conscientize-se de que ser atleta de endurance não nos habilita a ter alimentação desregrada. É o inverso disso!

Quanto mais se treina, mais atenção à alimentação e à suplementação precisamos dar. Dá pena do corpo de quem treina para provas de endurance e não cuida da recuperação. É importante demais comer para treinar e não treinar para comer. (veja mais sobre dieta aqui)


aline-disputa(5) Carona no comparativo de performance

“Fulano começou agora e já corre mais rápido que você?”

“Você tem biótipo de atleta!”

“Não acredito que aquela mulher (velho, gordinho…) chegou na sua frente!”

Regra: não é o tempo de treino que define a melhor performance em provas; e nem só de genética vive um atleta.

Por mais triste que possa parecer, não é o tempo de treinamento nem mesmo a disciplina de um atleta ou a dedicação aos treinos que, sozinhos, definem a performance de um atleta. Há um componente importantíssimo que é a genética. Não é raro alguém que começou a correr ontem já apresente uma performance superior a alguém que vem ano após ano brigando para melhorar. O treinamento deve ser focado em extrair o que de melhor podemos render, sem comparações. A mim parece ser ainda mais evidente em provas mais curtas.

Também é uma covardia dizer que os caras chegam na frente porque tem o biótipo certo. A grande realidade é que a performance do atleta será sempre composta de fatores genéticos e dos resultados dos treinos. Quem tem boa genética não tem o tempo “assegurado”, precisam treinar, ter disciplina, dedicação. A principal diferença é que chegarão à frente.

Não é bacana desprezar o esforço de uns para conseguir marcas que, pra outros, são fáceis. Da mesma forma que não faz sentido atribuir toda a boa performance às características “de fábrica”.


tumblr_lnpmpu2bh61qmn4l7o1_400(6) Carona invejoso

“Ah, mas a bike dele é top.”

“Jura? Sub-10? Fato: tá tomando alguma parada!”

“Ele tem mais tempo pra treinar!”

“Ele tem grana!”

Regra: para de olhar para o lado e cuide da sua vida.

Como é a grande a lista que os invejosos são capazes de elaborar quando a motivação é explicar o porquê do outro ter melhor performance. Nunca vi um invejoso dizer que o cara se dedicou mais, que estruturou melhor sua rotina, que é mais bem sucedido na profissão e tem condições de ter melhores equipamentos, que por ser mais bem-sucedido tem acesso às melhores tecnologias. Mas se seu problema não é inveja, então certamente sofre de “mimimi”. Leia sobre mimimi aqui!


silencio(7) Carona em fases de lesão

“E aí? Como tá aquela dor no joelho?”

Regra: lesão é assunto proibido. Só fale dela se o atleta puxar o assunto.

Nenhuma fase é mais desagradável que a fase de lesão. Puxar este assunto num momento de descontração é acabar com qualquer alegria. Falar disso no meio de um treino é pôr por água abaixo todos os esforços de esquecer que aquela dor maldita estava ali. Evitamos este assunto na maioria dos nossos momentos: perto da família para evitar o sermão, perto do treinador para não ouvir que forçamos a barra, perto dos amigos que não são do esporte para não ouvir as piadas clássicas de que ele não treina e não se machuca, perto das almas sebosas para evitar o mau agouro na recuperação. Talvez falemos dela, com grande pesar, perto dos amigos atletas. Mas também evitamos porque sabemos que começa uma reza interna por parte deles para que se mantenham longe deste “mal”.


aline-apoio(8) Carona torcedor em provas

“Bora! Para de moleza! Aperta o passo!”

“Nossa! Viu a cara de acabado?”

Regra: palavras de incentivo costumam ser positivas. Foque nelas.

Pense que você está num momento difícil da sua vida, está passando por alguma dificuldade na sua vida profissional e alguém diz “Larga de ser vagabundo! Levanta agora desta cadeira e vai procurar um trabalho”, ou ainda está saindo de um relacionamento e ouve “Com esta cara de arrasado e deprimido você só vai arrumar lixo por aí! Tá parecendo um mendigo!”.

Acho que estas situações ilustram bem o que é para nós, no meio de uma prova de endurance ou de um treino difícil, quando você está concentrado tentando extrair forças de qualquer coisa e ouve um “Para de moleza! Aperta o passo!”. A vontade é de xingar. A sorte de quem está ao redor é que não temos forças pra xingar, mas mentalmente o fazemos. Nestas horas, busque coisas simples, que sejam positivas! Não precisa inventar muito, bastam coisas como “Boaaaa! Vamoosss! Tá mandando bem!”. Pronto! Esteja certo que isso será bem melhor.


risada(9) Carona piadista

“Quer caronaaaaaaaa?”

“Só falta a corrida!”

Regra: durante estamos treinando ou fazendo provas, brincadeiras de mal gosto são ainda mais detestáveis. Evite-as.

É realmente muito engraçado oferecer carona ao passar por alguém que está pedalando ou correndo, com a intenção de dizer que de carro é mais rápido? Sempre me pergunto se isso é bacana mesmo. E outra, os piadistas de provas, que insistem em fazer as mesmas piadas sem graça todos os anos: “só falta a corrida”, “só falta a maratona” e ainda reclamam “caramba, não dá um sorriso!”. Esta vida de atleta amador não é mole, não!


mimimi(10) Carona perdedor

“Pô, tô me sentindo mal, acho que tomei alguma parada!”

“É que ontem mesmo eu fiz um treino forte e estou sentindo as pernas.”

“É que ontem eu sai e cheguei tarde, dormi muito pouco!”

Regra: se você está sendo ultrapassado, não se explique. Aceite.

Nada mais triste que ultrapassar alguém que vem com explicações. É mais bacana ficar quietinho e, se as coisas melhorarem para o seu lado, ultrapasse de volta. Qualquer explicação vai soar “mimimi”.


aline-casal(11) Carona perto de esposas/namoradas

“UAU! Que bacana! Você o acompanha em todas estas loucuras?”

“Vocês treinam juntos?”

“Que legal você está aqui dando força!”

Regra: nunca, em hipótese alguma, pergunte aos respectivos se eles também fazem o esporte se não tem certeza absoluta que a resposta é sim.

Isso acaba com qualquer evento. Sabe qual é a sequencia desta pergunta proibida? “Não, não faço. Deus me livre disso. Não aguento nem estar perto, quanto mais fazer este monte de coisas. Acho um saco, não sei nem se aguento ficar perto por mais tempo, já avisei que esta será a última prova dele neste ano, não quero ouvir falar em Ironman pela próxima década” e por aí vai. Engata e só para quando dorme. Se quiser saber, pergunte primeiro ao atleta. Sem ter certeza, melhor não comentar nada! (leia mais em triathon e a crise conjugal)


Triathlon Checklist(12) Carona em pré-prova

“Já é a 18ª vez que você tira e bota estas meias. Tá com algum problema aí?”

“Você já verificou esta bolsinha diversas vezes. Quer que eu veja se está faltando algo?”

Regra: se você não consegue se manter calado, não esteja perto na preparação para uma prova ou um longão.

Já esteve com uma pedrinha no sapato? Imagine ter um desconforto no calçado por muitas e muitas horas, sem ter a facilidade de parar para ajeitar a meia ou o calçado. Pior, só se dar conta de que havia algo errado depois que uma bolha resolve aparecer e ter que permanecer correndo com bolha e tudo.

Só quem faz longa distância sabe o valor que tem ter à mão o que precisa na hora que precisa, assim como o desespero que é ter esquecido os géis ou qualquer outra coisa que precise durante uma prova. Não estamos completamente doentes, apenas queremos minimizar qualquer problema que possa ser causado por descuido.


aline-lost(13) Caronas durante a prova

“Tá! Esperarei por você no km31,750 com 2 cáps disso e uma garrafinha daquilo. E se eu precisar ir ao toilette?”

“No km31,750… Mas já? Xiiii… As coisas estão lá no carro! E agora?”

Regra: nada é mais importante que estar no local e horário combinados.

Se um dia você se dispuser a estar em algum local com alguma coisa para um atleta de endurance usar, quer seja em treino ou em prova, esteja certo de quem aquilo é vital pra ele. Dê atenção aos detalhes, que parecerão excessivos, mas não são. Tenha certeza que ele contará com a sua presença e o que você for entregar durante muitos momentos da prova / treino. Se não puder ter certeza da sua presença acima de qualquer coisa, melhor se negar a assumir tamanha responsabilidade! =D


aline-dieta(14) Carona na prescrição de treinos e dietas

“Me passa uns treinos / dieta?”

Regra: somos seguidores e não orientadores de treinos e alimentação.

Aos olhos dos que estão de fora, entendemos bastante de treinos e alimentação, o suficiente para prescrever para um iniciante. Só que não é bem assim. Os mais conservadores indicarão os profissionais que os orientam e isso poderá gerar um mal estar, como se estivéssemos recusando dar uma ajuda.


perna(15) Carona de triatletas homens

“Você está se depilando, Zezinho? Que diferença isso faz na performance?”

“Onde você comprou estas não tinha pra macho, não?”

Regra: nunca brinque com estas coisas se tem alguma chance de começar no esporte.

Pode ter certeza: no dia em que começar a praticar o esporte, vai ser breve a sua engajada nestas coisas que aparentam ser estranhas! Melhor evitar a vingança! Nem deveria dar esta dica porque o prazer de assistir esta revanche é inenarrável. =)


avengers_7138(16) Carona de super-heróis

“O tempo hoje estava castigando, né? Mas isso pra você é mole!”

“Fez a meia maratona? Ah! Isso pra você é mole!”

“Treinou por quase 7h hoje? Ah! Isso pra você é mole!”

Regra: entenda que somos humanos, não super-humanos!

Não é porque fazemos provas de longa distância que o calor não nos afeta, que distâncias mais curtas não são exigentes, que não nos sentimos cansados.


DSC04339(17) Carona nos momentos mais caseiros

“Peraí… Você vai dormir com o pé amarrado mesmo?”

“Peloamordedeus, que meias são essas? Vai dormir assim?”

“Você vai deitar na cama com esta bolsa de gelo? Vai molhar tudo!”

“Mas está um calor do inferno, não posso ligar o ar?”

Regra: aprenda que o ápice da beleza estética do esporte é aquela foto com cara de bravura no Facebook.

No mais, são as esquisitices em busca de uma melhor recuperação, menor exposição à resfriados e afins. O pacote vem com tudo!


aline-mala(18) Carona em viagem de competição

“Não tô acreditando que você vai levar seus tênis e sua roupa da prova na sua mala de mão?”

“Aaaaaah! Aí já é demais. Tá levando um pacote de torradas? Pelo amor de Deus, torrada é torrada!”

Regra: numa viagem de competição, nada mais importante que o equipamento chegar intacto.

Pode parecer exagero, mas cuidar do material e da alimentação nos dias que antecedem a prova é essencial. Imagine ter que competir com um tênis que nunca usou? Ou ainda comer algo que faça mal? Meses de treino jogados no lixo e com eles tempo, suor, grana desperdiçados.


shoes(19) Carona fazendo compras

“Você precisa mesmo de mais um par de tênis?”

“O que? Vai trocar a bike? Mas ela está novinha?”

“Pra que é que você vai trocar esta peça da bike? Ela não está funcionando?”

“O que? Para tirar 100g da bike você vai pagar R$2.000?”

Regra: tênis é uma necessidade contínua. Há sempre espaço para mais um par.

Se o argumento for necessidade, não haverá discussão. Poucos atletas compram tênis pela real necessidade. Tênis mais pesados duram cerca de 500km. Mas a verdade é que compramos tênis porque são bacanas, porque queremos experimentar, porque acreditamos que aquela lesão não voltará com um outro modelo de tênis, porque as cores estão incríveis, porque o Craig está usando, porque os Brownlee usaram na última prova, porque um amigo disse que é bacana… As razões são infindáveis e o desejo de comprar tênis insaciável. Fim.

Regra: não há prazo definido para a troca de bike e as peças não são trocadas apenas quando são quebradas.

Trocamos de bikes quando duas coisas se encontram: a vontade e a disponibilidade financeira. Não importa o estado da bike atual, este não é o principal impulsionador.

Trocar peças da bike é uma das principais alegrias de um triatleta. Gostamos de trocar cada coisinha para ir dando à bike a nossa cara. Trocamos o guidão, o avanço, o selim, a fita do clip. É parte do prazer do esporte cuidar dos nossos brinquedinhos. E quando ela está perfeita, trocamos a bike para começar tudo de novo!


aline-joselito(20) Carona “Joselito”, sem referências

“Qual é seu melhor tempo na maratona!?”

“O que? Tirou só 4min na meia maratona depois de tanto treino?”

“Fulano, você acredita que esse cara ficou nadando pedalando correndo por 11h?”

Regra: antes de fazer qualquer comentário sobre o tempo de um atleta, pergunte ao próprio atleta as impressões dele sobre seu tempo.

Se você não tiver referências de tempo, melhor não comentar nada. Para quem não faz o esporte, dizer que fez a maratona em 2h40, 3h20, 4h, 4h30 não faz muita diferença, exceto na percepção de tempo. Chego a pensar que pode soar mais incrível dizer que correu em 5h30 que em 2h30, pelo tempo correndo. 4min pode ser muita coisa mesmo em uma prova com 10h de duração.

Regra: o tempo EXATO da prova tem importância máxima.

NÃO, definitivamente, NÃO é a mesma coisa dizer que fez a prova em 10h59 e dizer que fez em 11h. Dá até taquicardia pensar que alguém ousaria fazer isso quando, com muito suor, treino e empenho, conseguimos fazer um sub alguma coisa. Quer abrir um sorrisão no rosto do seu amigo atleta? Chame-o de “SUB” alguma coisa. No limite, chegar em 10h00’01 é praticamente o mesmo que chegar em 10h59’59. Ambos são sub-11. Agora, 10h59’59 não é a mesma coisa que chegar em 11h00’01. Anote esta informação para toda a sua vida e jamais arredonde o tempo da prova.


The_good_and_the_badBrincadeiras e exageros à parte, como em quase tudo com o que lidamos na vida, há coisas que achamos bacanas e outras não gostamos tanto. É fato que todas elas – tidas por nós como bacanas ou não – são partes de uma mesma situação, coisa, pessoa.

Nossa opção deveria ser por estar perto ou longe do “pacote”. Uma vez optando por estar perto, o convívio será tão mais harmônico quanto a nossa capacidade de aceitação do “pacote” inteiro. Esta vontade de extração e contato com apenas parte do pacote, selecionando sóo que nos convém é irreal e fonte da maioria dos conflitos.

Se sua opção é estar por perto de um atleta de endurance, conheça o pacote! Há sempre 3 opções: fazer parte da tribo, ser um bom carona (manter convívio harmônico com o “pacote” inteiro) ou manter-se longe. A opção de estar por perto querendo descaracterizar o que compõe o todo não é uma opção bacana pra ninguém!

Na dúvida, releia o manual! =D

http://www.papodeesteira.com.br/blogs/filosofando-no-triathlon/manual-carona-acompanhantes-atleta-endurance/

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