Aos seres de LUZ!

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image5Menos atenção ao conteúdo das falas e mais atenção à intenção de quem fala. Leio filosofia / psicologia há uns 10 anos. Talvez um pouco mais. Há coisas que levo muito tempo para entender / aceitar. Há alguns ciclos que percebo em mim mesma quando esbarro com algo divergente do meu impulso natural:
– rejeição
– tentativa de entendimento
– observação
– aceitação
– tentativa de mudança
– mudança
– novo padrão de comportamento / atitude
– dificuldade de acreditar que um dia pude ser diferente deste novo padrão
Quando nos deparamos com alguma atitude negativa, instintivamente reagimos de duas formas (1) sentimos raiva e/ou (2) ficamos tristes. Mas há um 3º e maravilhoso caminho: o nada, seguido de votos de positividade de bem-estar. Surtei? Não! Acho que não! Hehehe…
É interessante como realmente evoluímos quando nos propomos a isso. Situações semelhantes acontecem e o impacto em você pode (e deve!) ser definido por você mesmo! Pela forma como encara a vida. Como é bom conseguir bloquear / se afastar de maus pensamentos e sentimentos.
Não podemos controlar o mundo, não podemos impedir que pessoas “da caverna” atravessem nosso caminho, mas está conosco a responsabilidade de cuidar das nossas atitudes diante das situações. Isso vem com trabalho e comigo segue o ciclo que falei lá em cima. Leiam “A República” de Platão, o Mito da Carverna – obrigada Walquer, por ter me apresentado!
Não que eu queira que fiquem testando meu amadurecimento como ser humano, mas chego a achar bom lidar com algumas situações e perceber como a caminhada do autoconhecimento, da busca pela sabedoria e por me tornar uma pessoa melhor, apesar de dura, vale muito a pena!
Depois de deixar fluir meu lado filosófico / psicanalítico, vou liberar meu lado idiota para resumir: “de onde menos se espera é que não vem nada mesmo”! Kkkkkkk
EXCELENTE DIA AOS SERES DE LUZ!

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O Mito da Caverna
O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.
A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.
Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).
Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.
Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).
Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.
Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
Filosofia – Brasil Escola
http://m.brasilescola.com/filosofia/mito-caverna-platao.htm

Comentários

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1 Response

  1. June 18, 2015

    […] que conseguimos chegar a uma boa resposta! Os seres da caverna (leia aqui), que vivem no escuro, que não conseguem ver a beleza, que não sabem lidar com a felicidade dos […]

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