Sobre o ÓDIO

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6D46CHá tempos este sentimento me intriga. Como é que alguém se permite ser dominado por ódio? O que faz com que uma pessoa desperdice sua vida dedicando-se a alguém por quem sente ódio? A causa do ódio está no odiador ou no odiado? Alguém é odiável ou há odiadores em potencial? O que faz com que uma pessoa sinta ódio por outra? Não é um sentimento bacana, acho que a maioria concordará, mas ainda assim há quem alimente este sentimento em si mesmo, há quem sinta prazer em ser alvo de ódio. Compartilharei aqui minhas reflexões acerca deste estranho, intenso, devastador, e consumir de energia e luz; um destruidor de vidas, especialmente as de quem odeia.

Desde muito nova notei que em muitos momentos onde as pessoas sentiam raiva, ódio e vontade de vingança e destruição do outro, eu tinha em mim despertados sentimentos de decepção, mágoa e tristeza. Uma situação que ilustra bem isso: uma pessoa que admiro tem alguma atitude desleal ou desonesta. Numa situação desta, eu sinto tristeza, decepção e fico magoada. Na maioria esmagadora das vezes, isso passa relativamente rápido, restando em mim apenas a vaga lembrança de que algo aconteceu e não foi bacana.

Foi assim desde sempre! Até brinco dizendo que vim com defeito de fábrica, que não sei sentir raiva. Não quero com isso dizer que sou melhor, nem pior. Estou apenas pontuando um fato. Pra falar a verdade, eu agradeço por ser assim. Nunca desperdicei muito tempo da minha vida alimentando pensamentos de destruição do outro. Não tenho nada de “poliana” também. Não sou assim porque acho que todas as pessoas são boas e são felizes, que o mundo é cor de rosa e que o mal não existe! Não é isso mesmo. Por sorte, mesmo antes de começar a estudar psicologia | filosofia, eu já tinha esta atitude diante das coisas da vida.

Alguns (muitos!) anos se passaram e esta questão do ódio passou a me intrigar: por que será que as pessoas sentem ódio? Será que existem perfis mais propensos a sentir ódio e perfis mais inclinados a despertar ódio? Dentro desta coisa de ódio, um “tipo” em particular me chamava ainda mais atenção: o ódio, aparentemente, gratuito. Se um ódio com motivo já me soava esquisito, um ódio gratuito realmente me parecia inconcebível.

downloadFoi quando um livro endereçou boa parte das minhas questões: “A Cabala da Inveja”, de Nilton Bonder. Neste livro, Nilton Bonder faz uma associação direta entre inveja e ódio. Reproduzirei abaixo alguns dos trechos que selecionei e farei comentários e reflexões que vieram à minha mente enquanto lia.

Receptáculo da raiva, muita raiva, as invejas retêm no coração muito ódio. Como ‘celulite emocional e espiritual’, a inveja controla atos, situações e vidas inteiras. Nelas são refinados profundos conflitos e rixas, que dispendem verdadeiras fortunas em vitalidade.

Este trecho já é um baita soco no estômago do odiador! Reter ódio no coração e dispender fortunas em vitalidade. Isso, simplesmente, me apavora! Deixar meu coração ser inundado de coisa ruim e, ainda por cima dispender fortunas em vitalidade? Minha reação instantânea foi entender formas de me afastar cada vez mais deste sentimento.

Iniciamos, portanto, uma caminhada pelo pomar da inveja, do ódio, da rixa, da cobiça e do conflito generalizado, pela trilha insuportável do outro, daquilo que odiamos no outro por sua similaridade a nós, ou aquilo que nele admiramos mas que não se concretiza em nossas vidas.

Bonder começa a explorar o ódio e a absurda e extrema conexão íntima do odiador com o odiado; o odiador tem no odiado a principal fonte de pensamentos e o maior foco de atenção de sua vida. Não é algo bizarro? Quando deveríamos buscar concentrar todos os nossos esforços e atenção em nós mesmos e em quem amamos, passamos a vida aprisionados, amarrados, atraídos e focados nos odiados. A todo instante, só pensava: eu não quero isso pra mim, não posso me permitir me aproximar deste sentimento. Em seguida, Bonder começa a associar uma vertente do ódio: aquilo que admiramos no outro, mas não se concretiza em nossas vidas! A fonte mais forte da inveja.

Somos todos invejosos de todos. Com exceção daqueles que conseguimos perceber como extensão nossa, invejamos a todos. A maneira com que cada um de nós lida com este sentimento, o período que ele permanece em nós e as conseqüências que lhe permitimos causar, variam consideravelmente de pessoa a pessoa.

Hoje, graças à psicanálise, compreendemos muito sobre as origens e anomalias da inveja. Sabemos, por exemplo, que remontam a momentos primários da relação do bebê com a frustração e a satisfação. Reconhecemos com maior facilidade que é impossível se evitar a experiência da carência, da fome, do frio, da dor e do desconforto. Ao mesmo tempo, temos consciência da necessidade de afeto e atenção para, apesar das experiências de frustração, encontrarmos equilíbrio na maneira de vivermos nossas vidas.

Aqui, no melhor estilo bonderiano, ele nos provoca e nos faz afirmar, depois de muito relutar: sim, todos sentimos inveja. Eu, que sempre fui uma pessoa preocupada com meus próprios atingimentos, metas e conquistas, me vi num beco sem saída: tive que “entubar”. O alento vem em seguida: há sim uma diferença enorme em como cada um lida com este sentimento.

Eu sempre me considerei uma pessoa que não sente inveja. Atribuía isso ao fato de não ser competitiva. Nunca direcionei minhas ações para fazer melhor que alguém, conquistar algo na frente de alguém, ir mais longe que alguém. A vida toda me lancei em coisas que julguei que me desafiavam e sempre quis ser o melhor que eu pudesse ser, em tudo o que fiz. Se eu coordeno um projeto, quero que seja o projeto mais bem executado. Se eu farei uma apresentação, quero que seja a melhor apresentação. Mas não porque eu quero ganhar do outro ou me destacar em relação ao outro. Percebe a diferença? Um exemplo que ilustra bem: fazer 10k num treino para 45′ me faria colossalmente mais feliz que fazer uma prova de 10k e chegar em 1º lugar com um tempo de 1h10.

Por ser assim, passei a vida olhando pouco para os lados como forma de “vou superar”. Ou tinha alguém num patamar absurdo de admiração ou simplesmente sequer olhava para os lados. Numa prova de mestrado, quero tirar 10. Simples assim. =) Vejo que as pessoas mais competitivas são mais “agressivas”. Sentem vontade de “esmagar” o outro, de “dar na cabeça”. E sempre vi estas pessoas mais competitivas com maior potencial de sentir inveja.

Nosso interesse não é tanto o estudo da patologia da inveja, mas a convivência com a mesma. Descobriremos, acima de tudo, que a injustiça é uma condição originada pelo modo com que abordamos um problema ou questão. Podemos construir enormes estruturas de injustiça em nossas mentes e sentimentos para lidar com a mágoa e a inveja.

Torna-se fundamental, então, para nossa qualidade de vida evitarmos cair nas armadilhas que nos justificam a partir da injustiça. Isto, porque, além da perda de tempo e energia, nos descobrimos encurralados na solidão destes sentimentos.

Aqui destacaria a necessidade de aprendermos a (1) lidar com a inveja e (2) libertar-nos da sensação de injustiça. Minha interpretação desta questão da injustiça é que, quando acreditamos que nós – e não um outro – somos merecedores de algo, tendemos a nos sentir injustiçados, caindo na condição de inveja: por que ele e não eu?

No ciúme queremos obter algo para nós, independente deste “outro” de quem temos ciúme. O ciúme tem seu centro em nós mesmos; o outro é apenas o intermediário para expressarmos o quanto desejamos algo. Na inveja, no entanto, o algo é o outro. Somos prisioneiros do outro. Nosso desejo é a destruição total daquilo que identificamos como o objeto do que não nos dá prazer, que nos frustra. A inveja é insaciável.

Aqui Bonder deixa ainda mais claro que (1) a inveja nos aprisiona ao outro, (2) a inveja tem desejo de destruição, (3) a inveja não tem limites. O invejoso, o odiador, passa sua vida aprisionado ao odiado.

O invejoso desgraça a todos, inclusive a si mesmo, de forma consciente. A inveja estabelece uma relação de rixa. A rixa é uma forma de ódio que se conserva, que não é dispendida. Conflitos de qualquer natureza estabelecem relações de rixa e de inveja. Abordando exatamente este sentimento, a bíblia (Lev. 19:17) estipula: “Não odiará teu próximo no teu coração!”. Devemos ser muito cuidadosos com o que penetra nossos corações, para que estes não sejam poluídos.

O que entra e sai em forma de sentimentos de nosso coração deve ser resguardado para não poluir o mundo ou a nós mesmos. O que penetra nosso cérebro sob a forma de pensamento ou aquilo que externamos deve também estar sintonizado de maneira a não poluir nós mesmos com idéias nocivas.

Uma mente ou um coração pode tornar-se um depósito de elementos poluentes que não desaparecem com o tempo – não são degradáveis. Tanto a ingenuidade nata do coração como a da mente podem acumular suficientes dejetos de experiências de não-amor, frustração, violência, traição ou falsidade de forma a criar condições que não possibilitem a nosso sistema vital processá-los. Ou realizamos limpezas estruturais de tempos em tempos, permitindo-nos crises ou “sacudidas”, ou nossas mentes e corações se tornam saturados e incapazes de produzir “solo fértil” para bons pensamentos e bons sentimentos.

Muitos são os que sucumbem à poluição e regridem ao estado animal puro, conseguindo apenas realizar operações triviais de pensamento e sentimento. São simplórios aprisionados ao que acreditam “ter razão”, como se houvesse algo absoluto por si próprio. Confundem justiça divina com o maniqueísmo de sua própria visão do mundo. Acreditam que há certo e errado, e não certos e errados, que podem em dadas condições, inverter as polaridades.

Estar desesperado, com o rosto caído, não por fracassar, mas pelo sucesso do outro, é a descrição da dor da inveja.

Vou me limitar a repetir: “Estar desesperado, com o rosto caído, não por fracassar, mas pelo sucesso do outro, é a descrição da dor da inveja.

“FOFOCA” – A Rede Informal de Ódio

Devemos ser cuidadosos não apenas para não agirmos levianamente espalhando “histórias”, como também educando-nos a não ouvi-las. Saiba que aquele que escuta uma afirmação maldosa é tão perverso quanto aquele que a transmite. Os embustes da intriga não estão na essência do que é dito, mas na forma com que é transmitida; mesmo a lisonja e o elogio podem conter tanto veneno quanto a blasfêmia.

A fofoca alimenta o ódio! Fato!

Somos condicionados a amar tudo que percebemos como parte de nós ou de nossa essência. O crescimento pessoal ocorre da constante revisão de quem somos e, a partir daí, de buscarmos compreender quem são nossos filhos/irmãos ou discípulos/amigos. Quanto mais pobre nossa percepção de quem somos, mais limitada será nossa capacidade de incluir o outro sob uma destas duas categorias. 

Aquele que ama apenas a si ama algo muito pequeno, pois é na sua incapacidade de encontrar grandeza e amplidão em si que se origina sua dificuldade de encontrar no mundo filhos/ irmãos ou discípulos/ amigos.

Para Bonder, somos condicionados a amar àqueles a quem percebemos como parte de nós. Quando temos uma visão limitada daqueles que são parte deste grupo, corremos mais risco de desenvolver inveja, ódio.

 

A língua iídiche possui um verbo que é no mínimo raro, senão único: farguinen. Seu significado poderia ser traduzido como “abrir espaço”, “compartilhar prazer”, ou simplesmente como o oposto de invejar. Portanto, se invejar significa ter desgosto e pesar pela felicidade do outro, farguinen tem o sentido de compactuar com o prazer e alegria do outro. Representa o espaço que permitimos ao outro para que exteriorize sua alegria, sua sensação de sucesso ou felicidade.

Nestas situações, nos é muito difícil esconder os olhares furtivos que escapam à interação com os olhos do outro para se refugiarem dentro, em pensamentos silenciosos que nos atormentam. É como se estivéssemos diante de uma cena de filme, onde podemos ouvir nosso ser exterior repetindo, em câmara lenta: “que coisa boa… que bom…”, enquanto que por dentro, ecoam perguntas do tipo: “por que logo com este camarada?… O que eu não faria com esta quantia?…” e coisas do gênero. Em geral, nestas situações, fica tão evidente nossa dificuldade de lidar com a alegria do outro que, quase sempre, este a percebe. Muitas amizades e confianças terminam nestes rápidos instantes.

— “Uma pessoa deve sempre levar em conta os sentimentos de seus vizinhos… Portanto, se eu tivesse ido a uma feira, por exemplo, e lá viesse a obter bons resultados, conseguindo vender tudo com um bom lucro, e retornasse com meus bolsos cheios de dinheiro e meu coração palpitando de alegria, não deixaria de dizer aos meus vizinhos que tinha perdido até o último dos meus copeques – que era um homem arruinado. Assim, eu ficaria feliz e meus vizinhos ficariam felizes. Porém, se, ao contrário, tivesse perdido tudo na feira e trouxesse comigo um coração angustiado, teria o cuidado de dizer aos meus vizinhos que nunca, desde que D’us criou as feiras, houve uma tão maravilhosa como aquela. Vocês me entendem? Sim, pois assim eu me sentiria muito infeliz e meus vizinho também, junto comigo…” (Sholem Aleichem) —

Não é triste pensar que temos que esconder nossa felicidade e nossas conquistas, caso queiramos evitar a inveja e, por consequência, o ódio das pessoas? Não é assustador alguém se considerar tão pouco e tão pequeno que seja incapaz de lidar com a admiração do outro?

O meu maior desejo? Que os odiadores e os invejosos leiam este texto e reflitam o volume de vida que estão perdendo desejando o mal, a destruição, o fracasso dos outros. Quanta perda de energia vital derramada em sentimentos de injustiça, de “por que não eu?”.

Quando faço um balanço da minha interação com o mundo, não posso deixar de considerar esta questão. Pelo meu perfil, por sofrer de “sincericismo” (neologismo na veia! kkkk), nunca pratiquei o que foi sugerido por Sholem Aleichem. Sempre achei que, por mais que incomode a alguns, aqueles que são suficientemente grandes e me têm como parte dos seus são capazes de me amar e desejar o bem, o sucesso, a felicidade.

Como já disse aos mais próximos: não vou me permitir guiar meus passos por aqueles que não me querem o bem, não vou me privar de compartilhar coisas boas. E vou além: desejo que os invejosos e os odiosos consigam se libertar de mim, que usem seu tempo e energia com aqueles a quem amam. Que consigam ampliar os que consideram como seus. É um exercício de evolução, de amadurecimento, de sabedoria.

Sholem Aleichem diria que estou neste momento despertando ainda mais inveja e ódio. Talvez um dia eu realmente desista de querer que as pessoas reflitam e avancem na estrada da evolução como seres humanos. Ou não.

Estava com muitaaaaaaaaaaa saudade de escrever! =))

Algumas outras frases sobre “ódio”. Não é uma exclusividade de Bonder!

A inveja se transforma em odio,corroi o espirito,empobrece a alma e nos torna infeliz e solitario. (Vilmar Milagre)

Quando o nosso ódio é demasiado vivo, colocamo-nos abaixo daqueles que odiamos. (François La Rochefoucauld)

Viver para odiar uma pessoa é o mesmo que passar uma vida inteira dedicado à ela. (Guimarães Rosa)

O mal que fazemos não atrai contra nós tanta perseguição e tanto ódio como as nossas boas qualidades. (François La Rochefoucauld)

O ódio é a tristeza acompanhada da ideia de uma causa exterior. (Baruch Espinoza)

Nada une tão fortemente como o ódio – nem o amor, nem a amizade, nem a admiração. (Anton Tchekhov)

Quanto menor é o coração, mais ódio carrega. (Victor Hugo)

Sem amor por si mesmo, o amor pelos outros também não é possível. O ódio por si mesmo é exatamente idêntico ao flagrante egoísmo e, no final, conduz ao mesmo isolamento cruel e ao mesmo desespero. (Hermann Hesse)

O medo é o caminho para o lado negro. O medo leva a raiva, a raiva leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento. (Yoda)

Não odeies o teu inimigo, porque, se o fazes, és de algum modo o seu escravo. O teu ódio nunca será melhor do que a tua paz. (Jorge Luis Borges)

Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor acho impossível. (Jorge Luis Borges)

O ódio é o prazer mais duradouro; Os homens amam com pressa, mas odeiam com calma. (George Lord Byron)

O olhar de quem odeia é mais penetrante do que o olhar de quem ama. (Leonardo da Vinci)

Se você odeia alguém, é porque odeia alguma coisa nele que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos perturba. (Hermann Hesse)

 

Comentários

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5 Responses

  1. SUELI SILVA says:

    Aline,
    Penso que ódio é uma espécie de automutilação. Quem odeia dá poder eterno a quem o feriu se for esse o caso, pois nem sempre é o caso.
    Eu sempre me achei uma pessoa preguiçosa no quesito ódio, mas me magoava muito profundamente o que é tão ruim quanto. O amadurecer constante nos deixa menos vulneráveis.
    Ao observar pessoas que vivem pelo impulso e domínio do ódio, vejo que carregam uma carga de frustração pessoal tão grande que tudo é uma agressão imperdoável, ou se julgam muito importantes que deveriam ser tratadas de forma especial…um pouco de megalomania será?
    Eu já ouvi de uma (ex) amiga que eu amava muito que era insuportável minha alegria pela manhã, que até meu bom dia irritava; ela se afastou sem falar mais nada. Era uma pessoa doce, aparentemente, mas me fez ver que o ódio é algo mais profundo que o estrago visível que ele causa.
    Aprendi desde criança que diante de um desafeto, frustração, contrariedade a pergunta que devemos fazer é: qual a importância disso daqui 24 horas? daqui 30 dias? 1 ano? pra vida?
    Prefiro amar, sorrir, chorar, me deprimir quando estou impotente diante de algo, achar uma saída, me resignar quando necessário, refazer as energias para emergir do caos quantas vezes for necessário. Ódio é uma patologia e ou deformação no caráter, talvez um misto de dor, frustração, inveja, desamor por si, vitimismo… Não vale a pena!
    Tenho uma alma muito tranquila para me perder nesse caminho árduo trilhado por quem é iracundo e dado ao ódio.
    Belo tema!
    Belo texto!
    Tema de infinita reflexão!
    Bjos

    • Aline Carvalho says:

      Suuuu! ❤️
      É mesmo um tema interessante e angustiante. Gostaria muito de ser capaz de limpar o ódio das pessoas e fazer com que elas percebam como é bom o bem-querer! Como nos faz bem ampliar aqueles a quem consideramos parte de nós!
      Amo você!
      Saudade!

  2. O Odio tem uma estreita ligação com a paixão.
    É como um vírus inoculado por nós mesmos
    Por mais óbvio que pareça, esse mesmo “virus”, pode ser sintetizado e canalizado a fim de se transformar em nossa cura.
    Pois não existe uma maneira de “manipular” o ódio, a não ser permitindo que ele entre em seu coração, para logo o expulse, conhecendo o de perto e não permitir que ele entre novamente.
    Mas claro, isso é um exercício aeróbico, onde se treina a respiração e a paciência.

    😉

    Pos Scriptum – O Felipe Parada mandou um beijo.

    • Aline Carvalho says:

      Oi, Daniel!
      Perdão pela demora da resposta! =)
      Há alguma coisa de admiração profunda associada ao ódio, numa tentativa falha de recusar a superioridade percebida do outro.
      Deixar o ódio entrar no coração não é uma boa! Hehehehe…
      Temos que saber que existe e trabalhar em nós esta percepção de inferioridade.
      É tão bom admirar pessoas que julgamos melhores que nós, não acha?
      Manda um beijo ENORME ao Parada e diga para ele LER o texto!
      Beijo e apareça por aqui!

    • Aline Carvalho says:

      A propósito… Parou de escrever no seu blog?

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