Ciclismo: os riscos, atitudes essenciais e como andar em pelotão

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t9a5IHL1As provas de ciclismo das Olimpíadas Rio 2016 mostraram a beleza, a magia e alguns dos riscos do nosso esporte. Quem (ainda) não é ciclista pode sentir um pouco do que sentimos ao pedalar, o acesso a paisagens deslumbrantes, a beleza do esforço e do desgaste físico, a necessidade da estratégia e visão de prova, e também os riscos, como as quedas que tivemos em momentos importantíssimos das provas; por sorte, nenhum acidente com sequelas mais graves, pelas informações que temos até o momento.

Motivada e inspirada pelas Olimpíadas, decidi escrever um pouco de como vejo os riscos deste esporte que escolhi, algumas regras básicas de como andar em pelotão e também algumas atitudes essenciais que nós, ciclistas e/ou motoristas devemos ter.

Vallée_de_la_Meuse_Bogny_MontherméComecei a correr “a pé” em 2003 e desde então pedalava indoor no spinning. Sempre sonhei em pedalar na rua, mas o medo de cair me impedia. Na minha cabeça àquela época, não valia a pena correr o risco. Numa curso de desenvolvimento de liderança e team building na Bélgica, mais precisamente na cidade de Ardennes, no final de 2010, fui “forçada” a fazer uma atividade que envolvia pedalar (eu tinha que cumprir umas tarefas) e depois voltei pedalando para a casa onde estávamos.

Neste retorno, voltei pelas estradas lindas de Ardennes, cercada de lindas montanhas, o vento batendo no rosto, uma incrível sensação de liberdade… Naquele instante me perguntei como pude eu viver até ali sem pedalar! Decidi ali que compraria uma bicicleta e que faria um Ironman.

2014 cda h wurtele bikeComecei a pedalar no final de 2010, início de 2011. Mas nem sei se posso dizer que realmente pedalava até o início de 2015. De 2010 até 2015, meu ciclismo se resumia a andar de contrarrelógio em terreno plano, ou seja, só sabia andar sozinha, em linha reta e no plano. Meus amigos triatletas que me perdoem, mas temos que admitir que muitos triatletas que treinam para provas de Ironman seguem este perfil.

Por muitos e muitos anos me recusei a andar “de roda”, andar em pelotão e pegar vácuo sempre foi considerado um ato criminoso por mim. Afinal de contas, no esporte que eu estava, triathlon de longa distância, o vácuo é proibido. Aliás, isso era tão forte em mim que nem mesmo em treino eu conseguia andar na roda. Sentia-me culpada ou como se estivesse me enganando.

MontanhaEm 2015 comecei a fazer treinos em montanha e descobri um mundo novo! Fascinante e apaixonante, muito diferente do meu estilo de sempre: contínuo. Esta oscilação de intensidade foi bem estranha no começo, mas eu fui me apaixonando por subidas, também fui percebendo que eu tinha muita coisa básica para aprender ainda. Coisas como clipar na subida, pegar a garrafinha subindo, soltar a mão do guidão para me alimentar, tudo isso ainda era difícil demais. 

Depois do Ironman de 2015, decidi que faria algumas provas de ciclismo e teria que aprender a andar na roda e em pelotão. Eis que, desde então, venho treinando com mais pessoas, andando na roda, andando em pelotão, andando no trânsito. Ainda há um mundo de coisas a aprender, mas também já aprendi algumas coisas.  Gostaria de compartilhar coisas que aprendi para ajudar quem está começando, quem se sente inseguro ou até mesmo aqueles que já têm o hábito de andar em grupo, mas ainda poderia repensar alguns comportamentos.

 

OS RISCOS

maxresdefault (1)Todo mundo já deve ter ouvido falar que o ciclismo é um dos esportes mais perigosos do mundo, talvez seja o mais perigoso. Ninguém pedala querendo cair, ser atropelado, se machucar. Mas é um fato que se estamos treinando, estamos expostos aos riscos inerentes à sua prática. Não vou ficar aqui elencando os riscos, nem gosto muito de ficar falando deles, mas é essencial a consciência do risco e a presença do medo.

Os acidentes acontecem “de repente”, tão rápido, que muitas vezes nem sabemos bem o que ocorreu. E há de tudo: ciclista ousando ir além de suas habilidades, ciclistas com excesso de confiança, má sorte (óleo na pista, buracos inesperados, obstáculos desconhecidos), ignorância de motoristas (buzinas, “brincadeiras”), maldade de motoristas, e por aí vai.

Se por um lado há riscos inerentes ao esporte, por outro lado, há sim a possibilidade de minimizar a exposição ao risco. Uma coisa que eu observo desde que comecei a pedalar é que o risco assumido por cada ciclista é algo absolutamente pessoal e particular. Falando de mim, eu evito determinados locais e alguns horários, evito andar com algumas pessoas, se desconheço o local, tendo a ser ainda mais conservadora nas descidas e jamais desrespeito meu sexto sentido, se acho que não devo pedalar, não pedalo.

Ride_Safe_To_Ride_Again_Office_of_Highway_Safety_Planning_PSA_image_392659_7Adoto como prática pessoal nunca insistir em levar alguém quando a pessoa está com muito medo. Se eu fosse escolher uma única regra em relação a risco, eu diria para jamais exceder ou tentar ultrapassar o limite de suas habilidades. Não invente de descer rápido se você não sabe sequer qual a posição de pernas numa descida; não invente de saltar obstáculos se você não sabe sequer andar num paralelo; não invente de bater selfies se você não consegue pedalar com uma mão só com firmeza; não invente de andar em pelotão se você não tem a menor noção de espaço, se não consegue andar em linha reta.

 

ATITUDES ESSENCIAIS

we-want-youVocê é responsável pela sua segurança e pela segurança daqueles que o cercam em qualquer situação. Se nós tivermos isso em mente a todo instante, tenho certeza que teremos muito menos exposição a riscos.

Há, obviamente, as boas práticas, onde sabemos que há um certo e um errado. No entanto, não é porquê o sinal está aberto para você que você vai seguir, mesmo vendo que vem um carro em alta velocidade indicando que irá avançar o sinal vermelho pra ele. Da mesma forma, não é porquê o ciclista está avançando um sinal vermelho que você vai jogar o carro em cima dele. Isto vale em qualquer situação. 

Quem está à frente num pelotão tem a responsabilidade de sinalizar e de guiar os demais. No entanto, quem está atrás deve estar atento 110% do tempo em tudo, afinal de contas, ninguém é infalível. Não é porquê temos o direito previsto no Código Nacional de Trânsito e circular pelas vias de rolagem que vamos enfrentar carros, ônibus e caminhões: somos absurdamente mais frágeis, mais vale preservarmos nossa integridade física.

Aqui não cabe a discussão do certo e do errado, estamos falando de vidas. A atitude deve ser de zelo e segurança pela sua própria vida e dos demais. Se nos imbuirmos da responsabilidade de evitarmos ao máximo os acidentes e incidentes, certamente, teremos menos chances de problemas. Está sim nas nossas mãos!

4745415_x720A verdade é que ainda não temos o ciclismo como parte da cultura e as pessoas ainda não sabem como lidar com ciclistas. Os motoristas, de forma geral, acham que é um absurdo andarmos pelas ruas, especialmente quando há ciclovias. Precisamos ajudar a conscientizá-los. Não é gritando, xingando, socando os veículos que vamos conseguir respeito e o zelo dos motoristas. Acho que com o aumento do número de praticantes e com a nossa mudança de atitude, teremos mais sucesso. 

Imagine que cada motorista tenha um irmão, filho, tio, vizinho, funcionário, diretor, amigo, esposa que pratique ciclismo. Certamente, eles passarão a nos ver e buscarão nos proteger, ao invés de agredir. Também se, ao invés de xingarmos, buscarmos ser simpáticos, sinalizando para que nos ultrapassem, agradecendo quando nos derem espaço, acho que geraremos uma maior boa vontade deles conosco.

Não podemos jamais esquecer do quão frágil somos! Uma atitude negativa com um motorista pode gerar um acidente mais à frente, com o próximo ciclista que ele encontrar. Precisamos promover a mudança que queremos que haja!

 

COMO ANDAR EM PELOTÃO

06-08-2016-cycling-road-men-03Cada pelotão tem a sua dinâmica: treinos de assessoria, treinos entre amigos, pelotões formados “por acaso” num treino, pelotão em provas. O foco aqui será falar de treinos. Não tenho experiência com pelotão em prova, não falarei deles. Se alguém se habilitar, eu complemento aqui posteriormente.

Antes de pedalar:

  • Certifique-se que sua bicicleta está em condições adequadas: pneu bem calibrado, nenhuma folga em qualquer parafuso ou qualquer detalhe que possa causar algum problema.
  • Certifique-se que tem com você todo o kit básico de um ciclista: câmara de ar, bomba, espátula, alimentação, hidratação, documento.
  • Certifique-se que o pelotão está no nível da sua performance e se a dinâmica do pelotão atende ao seu perfil.
  • Entenda que você vai pedalar em grupo e que você não é a pessoa mais importante do grupo, você será apenas mais um elemento.
  • O bom andamento do grupo é mais importante que o seu conforto individual. Você vai pedalar em grupo, aceite que o coletivo é mais importante.
  • Se você não está apto a pedalar sozinho em hipótese alguma, é melhor contratar um professor particular. Lembre-se: o bom andamento do pelotão é soberano à sua necessidade individual.
  • Comunicação é essencial: se você for iniciante, avise aos integrantes do pelotão. Será mais seguro para você e para o grupo.
  • O mais lento e o mais rápido deverão estar alinhados à proposta do pelotão. Não é porque você é o mais lento que você será o foco da atenção do grupo. Não é porque você é o mais rápido que você ditará o ritmo do pelotão.

Comportamento quando estiver pedalando em pelotão:

  • Esteja atento 110% do tempo;
  • Comece atrás: se for iniciante, fique atrás do grupo e observe como ciclistas mais experientes se comportam. Sempre esteja aberto a ouvir ciclistas mais experientes, mesmo que você seja mais forte que ele.
  • Mantenha sua linha: não ande em zig-zag;
  • Mantenha a calma, stress é altamente arriscado num pelotão;
  • Seja educado e cordial, sem xingamentos e agressões;
  • Seja previsível, sinalize qualquer movimento que vá fazer que não seja previsível;
  • Importe-se com os outros ciclistas;
  • Pedale olhando pra frente;
  • f7ebf7456feb64ef5db464eafd09d323Jamais tire ambas as mãos do guidão;
  • Sinalize obstáculos ou qualquer objeto que possa causar problemas;
  • Evite movimentos bruscos;
  • Ninguém é surdo, grite só em emergência;
  • Evite freios, para diminuir a velocidade, pare de pedalar, levante um pouco o tronco e se exponha mais ao vento, você diminui suavemente a velocidade sem assustar o ciclista de trás;
  • Esteja atento 110% do tempo;
  • Não vá puxar o pelotão sem antes se apresentar e pedir licença para participar do revezamento;
  • Quer contribuir puxando o pelotão? Não mude o ritmo;
  • Se você está na cabeça do pelotão, escolha sempre o caminho mais limpo e retilíneo;
  • Geralmente, os pelotões tem “patrons”. Informe-se sobre quem são eles (glossário no final do post);
  • Lembre-se que tem gente atrás de você, cuidado ao comer, assoar o nariz, cuspir, soltar pum, fazer xixi (triatleta detected), ou qualquer coisa que você não gostaria caindo em você;
  • O vento é seu pior inimigo, aprenda a se defender dele;
  • Aprenda a pular pequenos obstáculos, mas aprenda sozinho e não no pelotão;
  • Mantenha-se a uma distância segura do ciclista adiante;
  • Cuidado ao levantar da bike para pedalar, o balanço da bicicleta pode derrubar o ciclista de trás;
  • Atente-se a movimentação do ciclista à sua frente, ele pode começar a pedalar em pé de repente diminuindo muito rápido a distância entre a sua bicicleta e a dele;
  • Não deixe que sua roda dianteira ultrapasse a roda traseira do ciclista adiante;
  • Não feche um “gap” (lacuna) de forma abrupta, vá aumentando gradativamente o ritmo até chegar no ciclista adiante;
  • Caso haja necessidade de se locomover dentro do pelotão, sinalize, use suas mãos como as setas dos automóveis;
  • cachorro_na_pistaSeres vivos e outras coisas, às vezes, aparecem “do nada”, seja cachorro, cavalo, vovozinha com sombrinha, criança atrás de bola, linha de pipa (…). Muito cuidado, sinalize e diminua com cautela o ritmo para garantir a segurança, lembre-se que stress e movimentos abruptos são perigosos em pelotão;
  • Esteja atento 110% do tempo;
  • Se começar a descida e você está na frente, continue pedalando, isso evita o acionamento dos freios dos ciclistas atrás de você;
  • Não use clip (geralmente usados em bicicletas de contrarrelógio)
  • Não use fones: quer ouvir música, vá para aula de spinning ou corra o risco sozinho;
  • Use sempre capacete;
  • Utilize óculos;
  • Contato entre os ciclistas acontecem e é uma coisa normal e corriqueira, seja ombro com ombro, guidão com guidão. Esteja preparado. Lembre-se: movimentos bruscos e zig-zag não são seguros;
  • Se não está em condições de puxar o pelotão e é sua vez, retire-se elegantemente;
  • Se não está em condições de revezar, permaneça no fundo pelotão;
  • Se está no fundo do pelotão, preste atenção redobrada. Obstáculos à frente são um perigo nesse tipo de situação.
  • Cuidado ao manusear caramanholas enquanto estiver em movimento;
  • Utilize o freio bruscamente somente em situações de absurda emergência.
  • Não assoe o nariz ou cuspa quando houver alguém atrás de você;
  • Para se alimentar vá para o fim do pelotão para que, ao pegar o alimento e comê-lo, as possíveis instabilidades na trajetória não ofereçam risco de acidente;
  • Quando estiver à frente, sinalize aos de trás sobre qualquer obstáculo ou imperfeição no piso;
  • Se você não tem habilidade, abra todos os lacres de barrinhas antes de sair com o pelote;
  • Nunca coma antes de uma curva mais fechada, nem em uma descida, é mais arriscado;
  • Se estiver puxando o pelote, avise:
    – se for desviar de algum buraco ou obstáculo na pista;
    – se tiver algum carro parado no acostamento;
    – se for parar.
  • Não se esqueça de estar atento 110% do tempo;
  • Entenda o funcionamento e nível do pelotão para saber se você se encaixará adequadamente. Não ande em pelotão cujo nível não está adequado ao seu ou aceite que você pode “sobrar” ou andar mais lento do que gostaria.
    • Atleta lento em pelotão rápido: não adianta querer andar em pelotão de nível muito acima do seu e ficar aborrecido se não esperarem por você. Se você não gosta de andar sozinho ou fica aborrecido quando sobra, das duas uma (1) ande em pelotão do seu nível ou (2) ande em pelotão onde a regra é andar no nível do mais lento.
    • Atleta rápido em pelotão lento: não adianta querer ficar puxando, sprintando, acelerando se você está num pelotão mais lento que o seu ritmo ou se o combinado é andar no ritmo do mais lento. Procure um pelotão adequado ao seu perfil.
  • Peça desculpa ao pessoal do lado caso tenha feito alguma coisa errada;
  • Receba as críticas de forma serena e profissional, não as levando para o lado pessoal;
  • Sinalize os buracos, cones, sinais fechados, veículos no acostamento ou qualquer outro obstáculo que possa colocar em risco os demais ciclistas;
  • Levante a mão para cima, se tiver algum problema com a bicicleta, como pneu furado, corrente escapada e marcha travada;
  • Olhe entre os braços direito e esquerdo as rodas dianteiras dos companheiros mais próximos;
  • Não pegue em hipótese alguma vácuo de qualquer veículo;

Pedalando em Grupo:

  • Conheça os ciclistas que estão com você, cada ciclista tem seu estilo, diferentes níveis de habilidade;
  • Todos tem que contribuir com o pelotão na devida proporção;
  • Informe-se sobre o percurso: não aguenta, não vá! O ritmo será mais forte do que você aguenta? Não vá ou aceite sobrar. O ritmo será mais lento do que você é capaz? Não vá ou aceite que é o ritmo do grupo;
  • Não deixe ninguém que precise de ajuda para trás, a segurança do grupo é responsabilidade de todos. Seja autossuficiente, ninguém é babá de marmanjo;
    – Tente sempre fazer um revezamento, a prática leva a perfeição;
    – Ninguém gosta de um “chupa-rodas”;
    – Combine um gesto para indicar a troca do ciclista que está puxando, o gesto universal é um movimento com o cotovelo sem tirar as mãos do guidão;
    – Tente fazer com que o grupo seja o mais uniforme possível;
    – Se você é um escalador e quer subir o morro mais rápido, sem problemas, mas não esqueça dos companheiros e reagrupe no plano.

Revezando:

Puxar – sem arrancadas, mantendo o ritmo ou aumentando suave, e sem deixar torrar até cair o ritmo – saia da frente antes disso, não obrigue os outros a ultrapassá-lo.
Saia da frente – antes de reduzir o ritmo, desviando de forma nítida uma bike para o lado, de preferencia para um lado já conhecido do grupo, ou natural pelo local onde estão passando.
Saindo – sinalize com a mão ou balançando o cotovelo, gesto universal pra pedir o revezamento.

Só então, após ver a atitude do pelote já te ultrapassando, reduza e procure abrigo do vento – se quiser entrar numa brecha ou na roda de alguém para voltar ao revezar, sinalize e peça para entrar na frente de alguém.

Pelote na ponta da língua:

Puxar o pelotão = Andar na frente do pelotão cortando o vento.
Escalera = Paceline = Revezamento de atletas alternando quem está puxando.
Andar na roda = Se proteger do vento atrás de outro ciclista.
Chupar roda = Termo pejorativo, mas essencialmente é se proteger do vento, mas não colaborar fazendo força no pelotão.
Patron = Ciclista que não necessariamente é o mais forte do grupo, mas tem liderança e é respeitado.
Atacar = Se destacar do pelotão ou grupo acelerando o ritmo abruptamente;
Fuga = Um ataque que deu certo;
Caça-foice = Ciclista que não tem habilidade suficiente pra andar em pelotão, pondo em risco a todos com algumas atitudes, como não manter a linha, andar em zig-zag, frear abruptamente, etc etc etc;
Facada = Zig-zag no pelotão;
Chiclete = Ciclista que não mantêm uma distância fixa entre ele e o ciclista da frente;
Sobrar = ferver = Não aguentar o ritmo do pelotão e ficar pra trás;
Rodeiro = Ciclista do pelotão;
Gregário = Ciclista cuja função é proteger e ajudar o líder da equipe;
Escalador = Ciclista que se destaca nas subidas;
Passista = Ciclista que tem ritmo forte e constante;
Lançador = Último ciclista a sair da frente do sprinter;
Sprinter = Ciclista especialista em “arrancada”, consegue gerar muita potência num curto espaço de tempo e distância;
Cavalo paraguaio = Ciclista fogo de palha que dispara, mas não tem passo suficiente pra se manter na frente;
Tiro = Sprint = Despejar praticamente toda a sua potência numa arrancada;
Passo = Ritmo constante da pedalada;
Cadência = Velocidade da pedalada, geralmente medida em ciclos/beats/voltas por minuto;
CR = Contrarrelógio = TT = Time-Trial = Modalidade de corrida em que o tempo é seu maior rival, na maioria das vezes é individual, mas tem por equipes também. São usadas bicicletas especiais, do tipo que não pode andar no pelotão;
Euro Style = http://www.lfgss.com/thread2693.html

Fontes

Espírito Outdoor: Como pedalar corretamente no pelotão?

Pra quem pedala: Vídeo: Instruções básicas de como andar em um pelotão & Regras básicas, práticas e comportamentos em treinos em grupos (pelotão)

Blog Na Roda: Regras para andar em pelotão de ciclismo / prática & força de vontade & resultado

Pedal.com.br: PELOTÃO – Etica, Política e Etiqueta

 

RESUMO

Seja independente, esteja preparado para estar sozinho, não conte com a ajuda de ninguém. Dê passagem, seja gentil, ajude. Assuma a responsabilidade por sua segurança e dos demais em 100% do tempo, mesmo que o outro esteja errado, mesmo que não seja sua obrigação esperar, mesmo que o outro tenha agido com maldade. Mais vale estar vivo e inteiro que estar certo!

 

BONS TREINOS!

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